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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Cinco fatos sobre a disputa presidencial de 2018, a partir do Datafolha


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A pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de 2018 foi a primeira após as delações da Odebrecht que chacoalharam o Brasil nas últimas semanas. Os números, levantados pelo instituto entre os dias 26 e 27 de abril ao consultar 2781 entrevistados em 172 municípios, oferecem um panorama do impacto que as revelações podem ter no pleito do ano que vem.

1. Polarização Lula-Bolsonaro

Nos dois principais cenários pesquisados pelo Datafolha, Jair Bolsonaro subiu consideravelmente. No primeiro, que inclui o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, o polêmico deputado federal do PP aparece na vice-liderança, com 15% dos votos, atrás apenas de Lula (PT), que contabiliza 30%.

Já no segundo cenário, onde o governador de São Paulo Geraldo Alckmin entra no lugar de Aécio como representante do PSDB, Bolsonaro aparece em terceiro lugar com 14% das intenções de voto, atrás de Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, e de Lula, que repete os 30% do cenário anterior.
De forma espontânea, ou seja, quando a pesquisa não tem nomes pré-definidos para serem escolhidos, Bolsonaro foi lembrado por 7% dos entrevistados. É menos que Lula (16%), mas está bastante acima dos demais, que patinam próximos de 1%.
Na pesquisa anterior do Datafolha, realizada em 16 e 17 de dezembro de 2015, Bolsonaro aparecia com 4% e 5% nos mesmos cenários. O ex-presidente Lula também cresceu no período. Na pesquisa anterior, ele tinha 20% e 22% das intenções de voto nos respectivos cenários; na nova, chegou a 30% nesses dois cenários.

2. Marina estável (e forte)


Primeiro lugar em dois dos seis cenários pesquisados e segundo em três deles, a ex-senadora Marina Silva perde apenas quando Lula está na disputa. Ela só aparece em terceiro lugar no primeiro cenário, com Lula e Aécio, superada em dois pontos percentuais por Bolsonaro (16% a 14%). No segundo turno, Marina é a única que supera Lula, com 41% das intenções de voto contra 38%.
Os números de Marina apresentam uma leve queda em relação aos da pesquisa do final de 2015, o que indica que ela não capitalizou, mas saiu praticamente ilesa do período de turbulência por que passa a política nacional.

3. A ascensão de Doria

O prefeito de São Paulo João Doria Jr. (PSDB), em sua primeira aparição nas pesquisas do Datafolha para a Presidência em 2018, ocupou o vácuo deixado pelos nomes mais conhecidos do partido, todos acuados pelas as suspeitas de corrupção.
Numa eventual disputa com Lula, Doria teria 9% das intenções de voto, o que o deixaria em quarto lugar. Sem o petista no páreo, a posição de Doria se manteria, mas mais gente votaria nele – 11% do eleitorado.
Outro fator vantajoso para Doria é sua baixa rejeição, de apenas 16%, o menor entre os possíveis candidatos do PSDB. Alckmin é rejeitado por 28% dos entrevistados e Aécio, por 44%.

4. O inferno de Aécio

Aécio foi o mais afetado pelas denúncias. Segundo lugar nas últimas eleições presidenciais, a sua rejeição hoje empata com a do ex-presidente Lula, em 44% – na pesquisa anterior, era de 30%.
As intenções de voto em Aécio, nos diversos cenários apresentados pelo Datafolha, oscilou entre 8 e 11%, bem longe dos 26% de que desfrutava no final de 2015.

5. Sem Lula, Ciro vai bem

Ciro Gomes, do PDT, tenta ser o nome da esquerda para o caso de Lula não sair candidato. A estratégia tem respaldo nos números: com o petista fora da disputa, as intenções de voto em Ciro dobram, de 5~6% para 11~12%. A melhor posição que ele alcança, porém, é apenas o terceiro lugar em dois cenários.
  • Da Redação

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